Devaneios febris
All men desire to know.
Aristotle
Atravesso um campo onde reside uma acácia solitária. Única e onipotente em meio à imensidão vazia. Caminho só, embora não seja capaz de sentir esta suposta solidão.
Quando já não me é possível enxergar a acácia, ao volver meu pescoço para trás, sigo por mais uns poucos passos e me deparo com uma casa antiga. Três degraus para subir à varanda, que não possuía uma janela sequer, e sim, apenas uma porta. Ao bater, emitindo um som pouco familiar à meus ouvidos oníricos, um ancião abre-a, e me oferece um cartão, branco, com apenas duas iniciais riscadas à mão, em traços firmes e sem muitos adornos: "J. B.".
Adentro o casarão com olhos curiosos, a observar as colunas que sustentavam um teto que não era capaz de distinguir, tamanha a claridade, como se simplesmente não existisse teto algum, ou como se fosse tão alto que seria impossível visualizá-lo. Com meus olhos apontando novamente para o solo, observo uma grande mesa, repleta de ferramentas. Estava em uma espécie de oficina. Uma régua, um esquadro, prumos, pesos e um compasso estavam uns sobre os outros, no centro da mesa de madeira escura. O ancião havia sumido e eu estava novamente só.
Ao espalhar as ferramentas sobre a mesa, descubro o véu que encobria um grosso volume, muito semelhante à uma bíblia, embora maior e mais imponente. A página aberta indicava o evangelho de S. João.
Subitamente, um forte raio de sol me toca o rosto.
Acordo e doem-me a cabeça, o corpo e o mundo.
Aristotle
Atravesso um campo onde reside uma acácia solitária. Única e onipotente em meio à imensidão vazia. Caminho só, embora não seja capaz de sentir esta suposta solidão.
Quando já não me é possível enxergar a acácia, ao volver meu pescoço para trás, sigo por mais uns poucos passos e me deparo com uma casa antiga. Três degraus para subir à varanda, que não possuía uma janela sequer, e sim, apenas uma porta. Ao bater, emitindo um som pouco familiar à meus ouvidos oníricos, um ancião abre-a, e me oferece um cartão, branco, com apenas duas iniciais riscadas à mão, em traços firmes e sem muitos adornos: "J. B.".
Adentro o casarão com olhos curiosos, a observar as colunas que sustentavam um teto que não era capaz de distinguir, tamanha a claridade, como se simplesmente não existisse teto algum, ou como se fosse tão alto que seria impossível visualizá-lo. Com meus olhos apontando novamente para o solo, observo uma grande mesa, repleta de ferramentas. Estava em uma espécie de oficina. Uma régua, um esquadro, prumos, pesos e um compasso estavam uns sobre os outros, no centro da mesa de madeira escura. O ancião havia sumido e eu estava novamente só.
Ao espalhar as ferramentas sobre a mesa, descubro o véu que encobria um grosso volume, muito semelhante à uma bíblia, embora maior e mais imponente. A página aberta indicava o evangelho de S. João.
Subitamente, um forte raio de sol me toca o rosto.
Acordo e doem-me a cabeça, o corpo e o mundo.

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